Sobre Isis Lacombe Fotografia e Filmagem de Casamentos, 15 anos, Formaturas e mais

Sobre

Isis Lacombe

Isis é filha de fotógrafo e isso diz muito sobre sua trajetória. Estar cercada por câmeras, lentes e filmes desde pequena garante a intimidade e a desenvoltura que ela tem com a fotografia.


Quando ela tinha 12 anos o pai abriu um estúdio de revelação de fotos, que ela ajudava a administrar, e foi lá que teve sua primeira cliente. Uma mulher que precisava fazer uma foto com urgência e Isis disse que iria fotografar. Ela ainda tranquilizou a cliente, que estava meio desconfiada das habilidades da fotógrafa: caso não gostasse do resultado, teria o dinheiro de volta. A fotógrafa prodígio não precisou devolver o dinheiro, a história encheu o pai de orgulho e é contada para ilustrar o quanto a vida de Isis se confunde com a sua história profissional.


Do mesmo jeito que vida profissional e pessoal se misturam, Isis consegue ser artista e empreendedora na mesma medida. Ela tem um pensamento rápido e orientado para os negócios, e além de prestar atenção nos movimentos que dizem respeito ao seu trabalho, consegue captar atitudes dos colegas.


Uma delas, que ela observa quase em forma de conselho, é a lógica de trabalho de fotógrafos que tem empresas juntos e são casados, onde frequentemente o homem aparece como primeiro fotógrafo e a mulher como assistente. Isis chama atenção para a importância da mulher se colocar, se assumir artista dentro do negócio e ter projetos paralelos.


“É uma coisa que eu vejo acontecer muito, não porque os homens não incentivam, mas a própria mulher se sabota. Ela não se dá aquele gostinho de dizer: eu sou uma artista, vou progredir e fazer acontecer. A gente precisa se valorizar. Nós sabemos que somos capazes, mas achamos que é o homem que tem que levar o crédito”


MULHERES, TRABALHO E VINHO

O fortalecimento das mulheres no empreendedorismo é uma constante na conversa com Isis. Junto com outras 40 empresárias de Florianópolis, ela faz parte de um grupo chamado Girls Gonna Wine. Uma vez por mês elas se reúnem para trocar experiências sobre o trabalho, conversar e beber vinho. “Eu evolui muito como profissional depois que eu comecei a fazer as reuniões”, conta.


Isis comemora a união entre as mulheres, mas não deixa de observar que em certos momentos a mentalidade das pessoas ainda precisa ser transformada. Ela ainda ouve aqueles relatos ultrapassados de pessoas que acham que determinada profissional conseguiu sucesso só porque é bonita. “A gente não tem que ter essa mentalidade, tem que ser: Que legal! Vou seguir o exemplo dela.Uma mulher se cuidar não é crime”.


BELA BONITA

Para valorizar a beleza, as diferenças e individualidade das mulheres, Isis criou um novo projeto chamado Bela Bonita. Diferente dos ensaios de casamento ou 15 anos, o Bela Bonita é dedicado para mulheres a partir dos 30 anos. Isis defende que todo mundo merece fazer um ensaio e se ver por um outro olhar.


“Não é só chegar e fotografar, a gente precisa criar o ambiente, deixar a pessoa confortável. Tem que fazer ela se sentir bem, não forçar nada e deixar a pessoa a vontade. Eu coloco uma música legal e a gente vai conversando. A minha ideia é que seja um dia para a modelo lembrar, se divertir e as fotos são uma consequência”


Além das fotos, a modelo também passa por maquiadora, esteticista e cabeleireira. Todas parceiras de Isis, para o empreendedorismo entre mulheres se fortalecer mais uma vez.


REFERÊNCIA

Se o Bela Bonita tem ares de projeto paralelo, nas fotografias de casamento Isis é referência. A agenda está com compromissos até 2020.


Ela conta que os contratos são assinados com até um ano de antecedência e o relacionamento com os clientes acontece durante todo esse tempo. É durante este período que ela conhece os sonhos, as referências e o que cada um espera de uma foto perfeita, já chegou a remarcar um ensaio porque no dia planejado estava chovendo. O cenário continuava bonito, mas ela sabia que o sonho da noiva era uma foto no nascer do sol alaranjado.


Além do comprometimento com as vontades dos clientes, Isis não deixa de se posicionar e defender seu jeito de trabalhar. “Não adianta eu querer fazer uma foto diferente do meu perfil. Se vocês olharem minhas fotos no site, são coloridas, têm muita cor. Mas esse posicionamento vem com a experiência. Não adianta começar a fotografar ontem e querer ser autoridade. Eu falo porque eu tenho certeza do que eu estou falando”.


Para conseguir dar conta da carreira, ela acredita que saber fotografar é o mínimo. Depois das fotos, ela precisa ser administradora, cuidar do marketing e fazer as contas fecharem. Como não é uma empresa grande, nem sempre é possível contratar outras profissionais para essas atividades.


“Se eu não amasse o que eu faço eu já estaria doente. Eu acordo de manhã, faço as minhas atividades físicas, sento em frente ao computador e começo a trabalhar”


Investir em congressos e ferramentas especializadas para gestão de carreira de fotógrafos foi uma alternativa que a empresária encontrou para aprender mais e facilitar a rotina.


TURNING POINT

Foi em um desses congressos que Isis fez contatos que impulsionaram a carreira. Durante o Wedding Brasil de 2017, ela estava circulando entre os estandes e parou no espaço da Canon, lá ela se apresentou para Francisco Rocha, por acaso um dos organizadores da Canon College, que na época estava procurando cidades parceiras para receber os cursos da Canon. Ele se interessou pelo trabalho de Isis, pegou o contato dela e em pouco tempo Isis já era uma das professoras da Canon College. Além de Florianópolis, o projeto também aconteceu em Brasília e no Rio Janeiro.


Além das aulas, Isis fechou 2018 como fotógrafa parceira da Canon no Brasil, e agora é figura constante nos projetos da marca, que é referência em equipamentos de fotografia no mundo.


“Eu como fotógrafa dei pulos, e como mulher também porque é um meio masculino, que não é muito valorizado. E quando me disseram que Florianópolis foi a cidade mais elogiada durante os cursos eu fiquei muito feliz”


Em 2019, ela vai realizar o sonho de ser uma das palestrantes do Trash The Dress Brasil, um dos principais eventos de fotografia para casamentos no Brasil. “Eu lembro de frequentar o Trash the Dress desde o início. Eu assistia e falava: Ainda vou subir nesse palco”.


Não dá para terminar de contar a história da Isis Lacombe sem dizer que antes de ser fotógrafa parceira de uma das principais marcas de equipamentos para fotografia e ser palestrante de um evento que é referência para o setor, ela passou por momentos muito difíceis, que exigiram um recomeço.


Isis teve que desfazer uma parceria, saiu do negócio sem portfólio nenhum e com a mesma câmera que entrou — só que mais velha, e sem nenhum dinheiro. Ela cogitou vender seu equipamento, até procurou emprego e hoje agradece por não ter conseguido. Foram dois anos até que a vida profissional ganhou um novo enquadramento e tudo voltou a fluir.


“Mas fui passo por passo, marcando um ensaio e depois outro e Graças a Deus agora eu estou colhendo frutos.”


Toda essa trajetória e Isis não tem nem 30 anos.